TK Freire - MEU JARDIM


ESTOU EM NOVO ENDEREÇO

http://tkfreire.blogspot.com

 

Espero vocês lá!




Escrito por TK Freire às 10h36
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TERMINANDO...

Meus amigos, devido à conturbação de meus dias tenho me mantido afastada do Meu Jardim. Tenho por princípio que cabe a todo blogueiro a obrigação do respeito aos amigos, visitantes e leitores. O compromisso que assumimos diante destes quando nos propomos a manter um blog, tem por fundamento sua atualização periodica, seja diária, semanal ou até mesmo mensal, desde que os prazos sejam respeitados. No momento não tem sido possível para mim corresponder a esse compromisso, portanto resolvi encerrar aqui, mas estou me preparando para voltar assim que possível, em outro endereço. Fui contaminada pela blogmania, um vício que não tem remédio. Não conseguiria "digerir" a ideia de não escrever mais ou de me afastar dos melhores blogamigos que aqui fiz.

Passei por alguns sustos no final do ano passado - uma ameaça de sequestro de meu filho - que foi o maior pesadelo que já passei na vida. Por conta disso, fiquei um bom tempo meio "neurótica". Não saia de casa, nem deixava meus filhos sairem. O suposto sequestrador tinha informações detalhadas de minha rotina e da minha família, rastreou meu celular e através dele, o de todos com quem eu falava. Reproduziram de forma perfeita a voz e a maneira de falar do meu filho. Ligaram para mim como se fosse ele, inclusive respondendo perguntas que eu fazia, comprovando que não se tratava de uma gravação de sua voz. A ligação coincidia com o horário de saida da escola, o que me fez acreditar que meu filho estava em poder de sequestradores e fui mantida ao telefone por duas horas. Consegui me comunicar com um irmão que conferiu que meu filho ainda não tinha saido do colégio. Rastrearam o celular de meu irmão também e através dele, o da escola. No dia seguinte, a secretária da escola recebeu a mesma ligação, só que com a voz da filha dela que, por sinal, eu dava carona todos os dias e a deixava em casa. No final da história, fui informada pela polícia que se tratava de uma quadrilha que ligava de dentro de um presídio no Ceará, mas que tinham comparsas soltos em Pernambuco. Me orientaram a mudar todos os meus itinerários, passar um tempo sem deixar meus filhos sem irem para a escola desacompanhados e retirar da internet todas informações que tínhamos. Não sei se perceberam, mas apaguei (e perdi) todos os posts que escrevi desde que comecei a blogar. Isso me desanimou. Fiquei triste por perder tantos textos e comentários valiosos de pessoas tão queridas. No desespero e na revolta não lembrei de copiar os arquivos e salvar em meu computador.

Enfim, acredito que Meu Jardim já deu todas as flores que tinha que dar. Estou desmotivada, mas a vontade de me manter na janela do mundo é grande. Ainda sem condições de reassumir o compromisso com os amigos blogueiros (por questões pessoais), peço desculpas pela prolongada ausência, mas retornarei. Jamais conseguiria me afastar por completo.

Com o fim do Meu Jardim, voltarei a cultivar sementinhas em outro canteiro... digo, endereço.

Em breve estarei lá:

http://tkfreire.blogspot.com



Escrito por TK Freire às 16h42
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A PALAVRA: INDÚSTRIA BÉLICA X EMPREENDIMENTO CONSTRUTOR

               *     

                     Será que o mundo não viveria melhor se fosse mudo?... melhor dizendo... não o mundo mudo, mas as pessoas. Os sons seriam os das águas correntes nos rios, os das ondas arrebentando na praia, o canto dos pássaros e o uivo dos ventos com o sacudido das copas das árvores respondendo.

                         A palavra, seja ela escrita ou falada é uma faca de dois gumes. Com ela, poderemos ser vítima ou algoz. Nunca tinha antes confrontado a palavra peito-a-peito, a não ser em minhas reservadas escritas caseiras ou em meu meio de convivência, no qual eu jamais imaginaria que alguém pudesse usá-la contra mim. Acreditava que a palavra era um elemento construtor e disseminador de idéias (desde que usada com responsabilidade), até chegar a uma situação de quase morrer feito peixe: pela boca!

                         Após um bom tempo de minha vida dominado pela timidez, percebi que o acúmulo de experiência é diretamente proporcional à perda da noção do perigo. Ficamos mais velhos e perdemos o medo de nos expormos. Falamos com convicção e encaramos as situações fazendo uso da palavra como se ela fosse nossa única arma. Esquecemos que o silêncio também fala muito.

                         Nos filmes policiais sempre tem um que termina ouvindo aquela célebre frase: "Você tem o direito de ficar calado, qualquer coisa que disser poderá ser usada contra você".  Eu achava que era coisa de filme, até porque na prática não falam frase alguma, a lei que se aplica é outra.

                         Por diversas vezes me senti na pele de um bandido de filme... falei coisas inocentemente, sem imaginar que um dia seria o alvo de minhas próprias palavras. O que falamos pode ser facilmente distorcido e usado contra nós mesmos. Se a palavra falada já nos compromete assim, imaginem a palavra escrita... é criar documentos comprobatórios de nosso delito: dizer o que pensamos. Isso não seria um crime em um país onde teoricamente existe a liberdade de expressão, mas esse mesmo país também garante uma democracia para que entendam o que escrevemos de acordo com a conveniência de cada um. Existem pessoas que usam a palavra para destruição. A palavra proferida pode ter o poder de uma bomba com conseqüências devastadoras e pode sofrer um efeito bumerangue. É preciso ter cuidado com o que se diz ou se escreve!

                         Não podemos esquecer, porém, os poderes virtuosos da palavra. Aquela que chega na hora certa, que abre caminhos, que esclarece e que leva alento a quem precisa. Se lançada para o bem, constrói e o efeito bumerangue que sofre, pode ser um sorriso que recebemos de volta.

                        Outro dia aconteceu comigo uma coisa que me fez pensar e que considerei bem significativo... senti como se fosse um recado do Superior. Estava indo ao supermercado e na entrada do estacionamento tinha um rapaz pedindo esmola. Com certeza era portador de algum problema neurológico que comprometia sua coordenação motora e o limitava psicologicamente.  Ele sempre está lá naquele sinal e eu sempre levada pela desculpa da pressa, nunca dava nada, o que não o impedia de dizer: "Vá com Deus". Ele conquistou minha simpatia! Neste dia eu corri para aproveitar o sinal vermelho e separei algumas moedas... pouco valor, mas era o que eu tinha de trocado. Entreguei-lhe dizendo: "Hoje vai pouco, da próxima vez tem mais". Ele respondeu com o mesmo sorriso de sempre que tinha estampado no rosto: "Pouco com Deus é muito, muito sem Deus é nada". De imediato me veio um sentimento de pena... coisa irracional! Este rapaz é digno de admiração, não de pena. Com toda limitação que tem, ainda é capaz de se contentar com tão pouco... talvez por ele ser grande! Na saída do supermercado, em outro sinal, uma senhora numa cadeira de rodas empurrada por outra mais jovem também esmolava. Pedia dinheiro nas janelas dos carros e, diante das recusas dos motoristas, xingava a todos. Essa, de grande não tinha nada... ou quase nada... sua amargura era imensa. Digna de pena!

                        A palavra, assim como o tijolo, pode ser um elemento que constrói, que edifica, mas também pode ser um projétil que atinge a cabeça de uma pessoa e a destrói por completo. Seu uso tem que ser bem pensado, na dúvida, melhor é ficar calado... ao som das águas dos rios.

* imagem coletada na web.



Escrito por TK Freire às 14h59
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COISAS QUE CHEGAM COM O TEMPO

E pensar que essa música foi feita pelo "caretinha" Roberto Carlos para Caetano quando estava exilado em tempos de ditadura... tempos depois foi a vez de Caetano presentear Roberto com uma Força Estranha...

DOIS GIGANTES!!!

Alguns de minha idade se dizem da Geração Coca-Cola. Eu não arriscaria, acredito que estou mais pra Geração Crush ou Fratelli Vita... "ou não" (como diria Caê)... Acho que pertenço a uma geração transitória, uma geração que não é, nem deixa de ser coisa nenhuma. Uma geração pós-informatizada que não vive sem um PC. Talvez por isso tenha desenvolvido um gosto musical bem eclético. Posso afirmar que sou de uma geração precussora do rock nacional (anos 80) ou resquício da era hippie (anos 70). Peguei em cheio as noitadas de barzinhos com voz e violão entoadas pela bossa nova. Não dispensava LPs de Chico, Caetano, Ivan Lins, Milton Nascimento, Elis, Vinícius, Toquinho, Tom Jobim, Gilberto Gil... mas também não deixava passar os do Legião Urbana, RPM, Titãs, Paralamas do Sucesso e outros. Convivi estreitamente com sons do Led Zeppelin, ACDC, Rush, Iron Maiden, Metallica, Kiss e outros do gênero, mas Beatles e Elvis eram de praxe no meu dia-a-dia. Alguns eu gostava quase que secretamente... escutar Fábio Jr. ou Roupa Nova era meio "careta", mas eu bem que gostava... Uma coisa eu não admitia de jeito nenhum: ouvir "O Rei" era demais... Roberto Carlos era o cúmulo da cafonice!!! No auge da minha ignorância musical, a Jovem Guarda era o que havia de mais ultrapassado... o calhambeque, gatinha manhosa, era o fim! Mais adiante, eu ficava horrorizada com os apelos sentimentais de "...Jesus Cristo eu estou aqui..." ou "... sou daquele amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores...". Me retirava da sala em meio a resmungos toda vez que Roberto, Erasmo ou Vanderléia apareciam na TV.

... Nada como o tempo...

Depois de tantas censuras (minhas) aos "caminhoneiros, côncavo e convexo (essa era triste!), gordinhas, baixinhas, etc.", eis que me aparece um peruano nordestino. Escutar a primeira vez um "ôxe" genuinamente nordestino com sotaque espanhol foi algo surreal. À partir daí tudo que eu ouvia era aceitável. O peruano era bem "breguinha" na minha concepção musical, mas encantador com aquele sotaque esquisito. Trouxe lá das Terras Incaicas os gostos pelos sons daqui que eu me recusava a entender. Interessante como aprendemos a gostar das coisas... o gosto é algo que se aprende, ninguém nasce com um já pronto. Conhecer a história das coisas é o melhor meio de começar a gostar delas. O peruano me falou de como se ouvia e se respeitava "O Rei" tanto quanto Chico com sua "Banda". Comecei a escutar Pablo Milanez e Mercedes Sosa, ambos de idioma castelhano. O que já era eclético passou a se ampliar mais ainda. Até então não conseguia relacionar a música de Caetano com a de Roberto Carlos. O peruano me contava histórias e fiquei sabendo como surgiu "... debaixo dos caracóis dos teus cabelos..." e "... por isso uma força me leva a cantar, por isso essa força estranha..."

... Nada como o tempo...

Junto com o amadurecimento do gosto musical veio também o dos ideais políticos. O peruano contava histórias de Che e histórias que misturavam a música, os anos de repressão e o exílio. Os motivos de tantos grandes artistas brasileiros começarem o sucesso lá fora ou serem mandados pra lá. O sumiço de Geraldo Vandré com "Pra não dizer que não falei das flores"... tudo me leva a crer que é preciso acabar para começar a existir...

... Nada como o tempo...

Precisou acabar Che e acabar Tom... ou melhor, nem Che, nem Tom acabam nunca! São histórias que formam gostos ou gostos que contam histórias...

... Nada como o tempo...

Encurtando... hoje sou fã de carteirinha de Roberto e Erasmo assim como de Chico e Caetano. Já falei um bom tanto da música, mais adiante vou falar de Che... as histórias que o peruano me contou...

E o que é mais legal ainda é ver essa geração novinha curtir "O Rei" numa repaginada Além do Horizonte Jota Questiana...

... Nada como o tempo!



Escrito por TK Freire às 12h38
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GENTE,

DESCULPEM A AUSÊNCIA... É QUE DEZEMBRO E JANEIRO SÃO MESES QUE NÃO DEVERIAM EXISTIR NO MEU CALENDÁRIO!

FALTA TEMPO PARA TUDO E EU SÓ DEIXO A VIDA ME LEVAR, OU SEJA, FECHAR AS CONTAS DO ANO QUE ACABOU, MATRÍCULAS DAS ESCOLAS DOS FILHOS (QUE AGORA SÃO DUAS), PROVIDENCIAR DOCUMENTAÇÃO, MATERIAL ESCOLAR, FARDAS, DENTISTA, MÉDICO, MÃEZINHA CARENTE, CONTAS PARA PAGAR, CONTAS PARA PAGAR, CONTAS PARA PAGAR...

... E PARA TUDO ISSO, EU SÓ TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO...

... MAS A VIDA É ISSO...

... NÃO SEI O QUE SERIA DE MIM SEM ESSAS CONTINHAS QUE ME MOVEM E ME FAZEM TER UM BOM MOTIVO PARA TOCAR ADIANTE!

UM 2009 DE PAZ, SAÚDE E AMOR PARA TODOS!!!



Escrito por TK Freire às 13h00
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UM FELIZ NATAL!!!

Nem parece post de tempos natalinos, mas é através da reflexão dos valores que acumulamos que poderemos nos permitir uma verdadeira revolução. Uma renovação humana e um renascimento dentro dos Princípios Cristãos.

 

 

 

Há Tempos


Letra: Renato Russo
Música: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá



Parece cocaína mas é só tristeza, talvez tua cidade.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
E o descompasso e o desperdício
herdeiros são agora da virtude que perdemos.

Há tempos tive um sonho.
Não me lembro não me lembro.

Tua tristeza é tão exata.
E hoje o dia é tão bonito.
Já estamos acostumados.
A não termos mais nem isso.

Sonhos vem. E sonhos vão.
O resto é imperfeito.

Disseste que se tua voz tivesse força igual
A imensa dor que sentes
Teu grito acordaria não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira.

E há tempos nem os santos
Tem ao certo a medida da maldade.
E há tempos são os jovens que adoecem.
Há tempos o encanto esta ausente.
Há ferrugem nos sorrisos.
E só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção.

Meu amor,
Disciplina é liberdade.
Compaixão é fortaleza.
Ter bondade é ter coragem.

E ela disse: - lá em casa tem um
poço mas a água é muito limpa.

 

Vivemos dentro de um sonho como se ele fosse uma bolha que não deve ser estourada. Não queremos enxergar o que está a nossa volta, a dura realidade de um mundo incompreensível. Uma juventude rebelde sem causa, perdida em busca do nada. Jovens sem objetivo idealista, consumindo-se em meio às drogas e álcool, como se a vida fosse apenas "um hoje" e esquecendo que grandes realizações nascem de grandes sonhos, grandes batalhas. Tudo leva tempo. Há mais de 2 mil anos nasceu O Maior Revolucionário da Humanidade e sua luta ainda persiste. Suas palavras ainda são pregadas e seus passos ainda são seguidos. Mais que um formador de opiniões, Ele é

O Caminho,

A Verdade e

A Vida.

Não nos deixemos perder da trilha. Sejamos as estrelas que guiam os jovens. Usemos nossos ideais para indicar o Caminho até O Salvador.

Meu post de Natal é esse. Quis fugir do tradicional "Boas Festas" ou "Feliz Natal e Próspero Ano Novo". Todos os anos os mesmos votos, as mesmas festas e os mesmos presentes. Papais Noéis em todo lugar (geralmente em frente às lojas), árvores de Natal tão artificiais quanto seu significado, neve de algodão, peru assado a preço de ouro e barriga empanturrada com petiscos e muito álcool. Depois, se sobreviver à mistura álcool + direção, esperar pelo reveillon. Só que dessa vez, acrescenta-se roupa branca (não sei pra quê) e votos de esperanças no ano vindouro... as mesmas esperanças... os mesmos sonhos não realizados que empurramos com a barriga até o próximo tim-tim.

Convoco os amigos à ação! É hora de acordar, de sair da bolha!

E, para os mais tradicionais,

UM FELIZ NATAL!

Muita PAZ (não se meta em encrencas, faça o que estiver ao seu alcance para espalhar harmonia onde você estiver);

Muita SAÚDE (não beba, não fume, alimente-se bem, não leve uma vida sedentária e vá ao médico regularmente, principalmente se já passou dos 40 anos);

Muito AMOR (não esqueça de olhar seu semelhante como se estivesse vendo CRISTO à sua frente) e, finalmente,

Muita PROSPERIDADE (trabalhe com honestidade, dedicação e respeito).

 

Em que ponto do caminho nós nos perdemos?

Quantas batalhas travaremos ainda?

Quanto custa o progresso?

Onde é que nós estamos?

Esse rosto lhe lembra algum conhecido? Você se parece com ELE?

 

imagens coletadas na internet.



Escrito por TK Freire às 11h25
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Tirando férias da vida!

Aos meus amigos, que Deus esteja sempre com todos, guiando e iluminando seus caminhos.



Escrito por TK Freire às 10h04
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Tereza Freire
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Arquiteta
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